sexta-feira, 11 de maio de 2007

Adios, hermana



A fumaça muda
tênue companheira
sozinha conosco
só ela na verdade
comunga
a hora inteira de cada segundo de dor
o átimo todo da pequena alegria.
A fumaça muda como o ar que rodeia o morto no velório
vela o eu morto a cada cigarro
comigo.
Vela como eu o eu mesmo que se queima
a fumaça é a alma dos meus mortos que se vão.

a fumaça muda é meu pai
necessáio morto à um coração são.
São e forte.
Forte e só.
Só e agora
fumaça muda, minha companheira, adeus.

Foto de Graham Jeffery, no trabalho SENSITIVE LIGHT.

4 comentários:

Halem Souza (Quelemém) disse...

Finalmente, consegui um "tempinho" aqui no trabalho pra realizar as visitas que eu vinha adiando a sites e blogs que me recomendaram. Estou ainda conhecendo melhor esse espaço, familiarizando-me com as leituras, temas, humores. Estou gostando do que leio. Volto depois. Um abraço.

enquanto dá disse...

Ah! Eu não entendo tanto das letras mas me esforço :) Bem vindo!

Escafandrista disse...

Pôxa, Rosi, genial! Quase me fez virar fumante. ;-)
Só um pequeno reparo: acho que no segundo verso da segunda estrofe você quis escrever "necessário". Ou não?

enquanto dá disse...

Isso mesmo, Pedro, brigadão, é "necessário" a palavra certa.

É cara, eu sinto isso aí mesmo e o luto tá difíííícil...