domingo, 19 de outubro de 2014

O diálogo dos sonhos


Desde sempre eu faço terapia. Desde sempre faço reiki. Sempre tiveram impacto sobre mim.
Não sei se falei sobre isso, mas eu vi um programa do Brasil das Gerais sobre o stress, e a fala de uma monja me marcou demais:
"Sem guerra com a vida. A vida tem sempre razão".
Ver a vida como um agente que nos acompanha requer vigília constante. Parece que não, mas dar voz à vida passa muito por dar voz a nós mesmos. Escutar nosso corpo, escutar nossos desejos e anseios, escutar quem somos.
Desde que fui mãe, nova seara se abriu, fértil para o conhecimento. Como o tempo não para - e parece que ele tem andado ainda mais rápido - vamos sobrecarregando o nosso ser com tanta coisa que, arrisco a dizer, é muito fácil nos perdermos de nós mesmos.
Cheguei num estado de exaustão e fiz nova leitura da alma.
A vida me avisou, eu acatei. E comecei a pausa. E é impressionante como o processo de desintoxicação é revelador. Para o corpo e para a alma.  Impressionante como a nossa cabeça responde quando a gente começa a ouvir nosso corpo. Os sonhos revelam, com muita acuidade.
Esses eu tive essa noite.

Momento 1
Eu estava com uma moça que tinha dado à luz a dois bebês. E me ofereci pra ajudar a carregá-os, pois ela não estava conseguindo. Ela então, disse:
- Cuidado ao pegar ele!
E eu, pegando o bebê sem medo:
- Amiga, eu já carreguei muito bebê, pode deixar que eu sei como.

Momento 2
Voltei para a escola (eu gosto enormemente de estudar, então, pra mim, isso, por 
si, é uma coisa linda). Só que cheguei atrasada e já estava tendo atividade. 

Então, eu me sentei em uma mesa e ajudei uns rapazes a resolver umas questões. O tempo estava curto e eles não iam coseguir. Então, fiz a proposta:
- Eu resolvo as questões que faltam e vocês me deixam entrar no grupo.
E eles aceitaram!

Momento 3
Voltando da escola, perto do pé de uma árvore, escuto o choro de um bebê. Vou lá e o acho, ainda enrolado no cordão. Saio com ele, muito pequeno, chorando. Não queria entregar para a Polícia. Mas ele teria que se alimentar, eu teria que arranjar uma mãe. E as pessoas iam perguntar, porque era uma linda menina negra, eu não poderia nem dizer que era minha. Triste e desesperada, aconcheguei a bebê em meus braços e ela procurando o peito para mamar. Eu dei o peito, pensando que pelo menos o aconchego ele poderia fornecer.
Mas eis que vem a surpresa:
para meu completo espanto, ela começa a mamar e vejo o movimento no seu pescoço - sua garganta estava engolindo algo! Saia leite do peito em que ela mamava, mesmo eu não tendo leite há tanto tempo. E não só isso, o outro peito começou a encher e a pingar.

Nenhum comentário: