domingo, 9 de março de 2014

Alabama Monroe

O cinema sempre foi muito importante pra mim. E ele realmente me ajuda a viver. Tal como a arte.
Mas depois que tive filho, eu praticamente não fui mais ao cinema. Pelo tempo, pelo cansaço.
Mas também por algo mais.

Na verdade, com já disse aqui, ter um filho me machucou muito. Machucado como  o ralado no joelho, como a perda da virgindade, como o coração quebrado, como tudo aquilo que nos faz passar de fase.
E desde então, eu não consigo mais ver muitas coisas sem que eu me emocione por demais.

Só que agora, escutando - tardiamente - o Anticast com as apostas do Oscar, eu estou sentindo, de novo, o cinema aqui, como meu terceiro filho (eu tenho um humano e um gato), pedindo por mim.

E dessa vez foi muito estranho porque eu estou descobrindo que eu tenho estado afastada de viver. Tenho ansiado muito por sentir, por viver, por viver da vida, não ser consumida pelas necessidades.

E quem despertou isso foi justamente a vontade de ver Alabama Monroe. Um filme sobre... isso. Sobre o que a vida se torna depois que somos postos à prova da própria vida. Sobre o que resta depois de sermos confrontados com o retrato de nós mesmos, assim, à nossa frente.

Eu não sei. Mas eu sinto muito. E estou ficando muito cansada de ficar longe de todas as coisas que me fazem ser eu, por menores que essas coisas sejam. (às vezes penso que isso é ser adulto e... eu não sei, mas eu sinto muito.)


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