quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um dia, um vestido

Eu ainda pratico essas condescendências infantis de achar que merece coisas da vida. Principalmente por achar que elas são pequenas.
Então, acho que ainda mereço ter um máquina de costura.

É uma das minhas memórias mais antigas, de minha mãe fazendo pra mim um vestido amarelo, pintado com figuras que, hoje, resignificando-as, acho que são as espadas do baralho. Um vestido de alça e babadinhos... é das pouquíssimas recordações que tenho da minha mãe e eu, juntas. É das poucas recordações de amor com ela.

Aí hoje, vejo esse DYI de uma roupa nova para uma banqueta usada:



E me vem essa vontade de cortar, medir, juntar, costurar... pra fazer, calada ou cantando, coisas lindas, coisas fofas, coisinhas.

E acho que essa é um das coisas tão pequenas que ainda podiam me acontecer.

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