sábado, 3 de setembro de 2011

Deixa a vida me levar

Eu me recuso a aceitar a ideia do relógio biológico. Principalmente, porque, fato, nós evoluímos também enquanto animais. Não temos caninos pontudos, não mexemos as orelhas, não temos apêndice.

Mas se o relógio biológico não existe (pelo menos, como disse, eu não acredito nele) é inegável que o tempo anda e nós envelhecemos. Ele nos faz parar e pensar sobre nossas escolhas.

Novamente falando sobre filhos, eu ainda não acredito que se possa tê-los somente através da premissa do amor. Logicamente que sem ele é quase uma violência, apesar de eles surgirem sob essa triste perspectiva.

É possível que eles venham. Mas é preciso saber que nem todos se completam com as mesmas coisas. E acima de tudo, muito acima de tudo, qualquer experiência nos acresce, nunca nos define. A base de nós mesmos é o requisito fundamental para qualquer forma de vida.

À todos que me pedem filhos, fica o lembrete: cada um carrega o sonho que almeja. Literalmente. E lembrem-se, a vida é e sempre será o que quisermos que seja. O tamanho dela é o tamanho que a gente acha que é. E até hoje, nesse pouco tempo vivido, eu acho que ela é muito grande. Em todos os sentidos.

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