segunda-feira, 17 de maio de 2010

O casamento de Rachel


Filme pesado. Mas absolutamente imperdível. Resume o que acontece até muitas vezes: em determinadas situações não somos indivíduos,somos atores com um papel.
Pois a verdade é que, quando Kym se encontra bem, todos se sentem à vontade para condená-la por seus erros passados e demonstrar todo o ressentimento causado por estes, ao passo que, ao se mostrar ainda instável, ela permite que os parentes relaxem e assumam confortavelmente os papéis habituais. Neste aspecto, a garota não é a única a estar despreparada para tocar a vida adiante; seu pai e (especialmente) sua irmã também não parecem dispostos a abandonar a velha dinâmica. E o plano final, melancólico e contemplativo, é um lembrete poderoso de que aquela sofrida mas bela família ainda tem um longo caminho a percorrer até alcançar a tão merecida harmonia.

O filme vem só confirmar que não há nada mais desrespeitoso com a grandeza de cada um, ser diminuído a uma parcela para que qualquer coisa funcione. Poucas coisas são mais mesquinhas que necessitar da subserviência do outro para se se manter estável.

Uma boa crítica do filme no site do Cinema em cena, aos interessados. Ela, entre uma e outra indicações foram responsáveis por eu ter ido atrás do filme.

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