terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fiat Lux

Saber que existe isso, pra mim, é um galão e meio de oxigênio nesse fundo de mar morto que é o mundo. Não precisa nem crença em outro mundo (Porque, amigos, desnecessário mais lacunas alhures para provar que este sim, é o desconhecido).
É ler e quase dar a mão pra esse outro alguém que nei sei onde, sabe exatamente do que eu estou falando. E sabe mais, porque sabe COMO dizê-lo (minha falta).
E nem é porque espelha: é porque existe e justamente não sou eu. Porque é antes de mim, como foi o Verbo, que falou o que fala aqueles escuros e claros, aqueles ensombreados do Pessoa, do Drummond, do Rilke, do Bergman e do Kieslowsky. Saber que eles existem nos fala uma coisa óbvia que a gente esquece: de vez em quando a gente encontra eles de novo. Porque tal qual esse moto contínuo de viver pra não se matar, existe todo um emaranhado de linhas e todo um prazer em os ir desfiando pra viver.
Porque sim, vale a pena é pelo que não há. O que há já morreu.

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