domingo, 25 de novembro de 2007

É



No episódio 22 (The jerk) da terceira temporada de House, em mais um caso de indetectável doença, uma garota está morrendo e o episódio está quase acabando. Dentre as discussões do episódio está um desenvolvimento da crise ética em que a personagem de Foreman se encontra: até que ponto a administração de um erro pode diagnosticar a entrada em um processo de desumanização. Dr.House vai resolver a questão da paciente da sua forma, ou seja, ela pode morrer mas saberá o que a matou. Quando ele vai a ela com aquilo que seria sua última "certeza" depara-se com um problema que ele não previa, ou não admitia: ela não quer saber nada sobre seu diagnóstico. Uma das possíveis morais da estória é que cada um tem o seu modo de lidar com suas certezas e isso não tem nada a ver com a verdade.

Em princípio tendemos a concordar com a moral dessa estória. Mas tivéssemos uma gravação daqueles momentos em que somos colocados frente a questões realmente relevantes e veríamos que muitas vezes tentamos ser racionais, tentamos encontrar a verdade. Porque em meio às questões emocionais tudo que nos resta é a razão. Se terminamos um relacionamento ou perdemos uma pessoa querida, uma das coisas com que mais nos importamos é a de como nos haveremos com o dia de amanhã. Porque no fundo sabemos que um dia o luto irá cessar.

Todos buscam a verdade, mesmo vivendo a mentira. Todos querem que seu ideal prevaleça no final. Todos almejam que o sonho de hoje seja a realidade de amanhã.

Mas depois do almoço eu descobri que a gente é Dr. House demais. E até amanhã, ainda tem o Fantástico no meio.

Um comentário:

Clarice disse...

sem trocadalho, house é fantástico.
todo dia ele dá um jeito de meter um espelho a prova de máscaras na nossa cara e ainda dá uma tripudiadazinha.
adoro! :-)