segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Uma iniciativa, talvez



Ainda não vi, mas lê-se na sinopse que Mel Gibson, em seu Apocalypto, vai repetir o que fez em "Paixão de Cristo" e manter a língua original do povo retratado, ao invés do inglês. No caso de Apocalypto ele usa o dialeto maya-yukatec, falado pelo povo maia.
Mirabolâncias à parte, Mel Gibson tomba dois pilares da indústria americana: faz todos os espectadores do mundo, inclusive os do Tio Sam, lerem as legendas e leva o foco para um fato da América Latina, para um lugar remoto e quase esquecido da história da humanidade.
Muito provavelmente, o teor não será documentário ou histórico no sentido de realmente discutir a dizimação do povo maia, um dos mais inteligentes, como cita o Sua pesquisa.com:
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.

No mínimo, retratar esse povo é novamente chamar a atenção para a História, para além dos prédios, da moda, das motos velozes e furiosas e dos jogos mortais. Mas como ainda é um filme americano, muito provavelmente será um espetáculo do exagero. Quanto mais quando se trata de um filme feito por Mel Gisbson, chamado até de sádico, pela imprensa americana, dada a violência do filme.

Um comentário:

Kenji disse...

a resenha do sérgio d'ávila sobre este filme tb é legal

http://sergiodavila.blog.uol.com.br/

o filme deve ser uma bomba