segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Ó a polêmica



Diz o Pirata:
Lula vetou integralmente o projeto de lei de autoria de um pastor e deputado (e um dos envolvidos na máfia das ambulâncias), com o qual o pilantrusca queria ampliar de 11 para 23 as funções que, pra serem exercidas nos veículos da mídia, exigiriam dos batutas(inclusive fotógrafos e chargistas) formação universitária. Me diz: a quem tanto interessa diploma para jornalistas, que não às milionárias e excludentes universidades - públicas aí incluídas - às quais, via de regra, só têm acesso os abonados que podem pagar cursinhos pré-vestibular ?
Nada contra os chamados "talentos natos" mas formação é fundamental. A dúvida é que,se não me engano, jornalistas sem formação não podem assinar matérias nem fazer estágio...
É preciso que haja um conhecimento não só de normas mas da teoria em si - no caso a Comunicação - para o exercício da profissão. Infelizmente, eu tenho colegas de profissão que nunca ouviram falar em Benjamin ou Deleuze, que se não garantem o uso inteligente da argumentação, oferecem bagagem intelectual para.

7 comentários:

Kenji disse...

qual a formação de um chargista? "tópicos em humor da arte"? ;-)

enquanto dá disse...

DesenhoI, Desenho II, Perspectiva I e por aí vai...

enquanto dá disse...

DesenhoI, Desenho II, Perspectiva I e por aí vai...

Kenji disse...

para ser chargista, vc precisa de formação em artes?

pq o glauco é chargista? ele é um bom chargista?

enquanto dá disse...

Ok Kenji.
Não estamos falando de talento nato, estamos falando de conhecimento adquirido. Então você pode ficar a vida toda adquirindo conhecimentos e ser JORNALISTA depois de 20 anos. Ou entrar pra faculdade e conseguir uma quantidade inicialmente suficiente para exercer a profissão.
Vai bobo, vai pegar um engenheiro auto-didata vai... DUVIDEODÓ que o Sr. vá contratar aí pra sua empresa um nego que num fez computação...

:: She said :: disse...

DUVIDEODÒ é ooooooooootemo
hahhahahahaha

Kenji disse...

eu confesso que fico realmente dividido.

diploma não é sinônimo de competência. existem bons computeiros sem diploma. provavelmente existem bons profissionais em várias áreas sem diploma tb.

claro que pouca gente procuraria um engenheiro ou um médico sem diploma, pq são classes onde a sindicalização é forte. Vc nem consegue trabalhar sem obter um registro.

na computação, talvez por não haver um sindicato forte, ou talvez por ser uma área recente, o mais comum é que a qualidade do profissional seja atestada por certificação, geralmente de algum player grande da indústria (MS, Sun, Oracle, Cisco, etc). Muitas vezes, até mais valorizado que formação universitária.

eu acho que varia muito. por um lado, garantir que determinado cargo seja exercido por alguém diplomado ajuda a proteger o mercado para os diplomados naquela área e provavelmente levaria a uma melhoria de qualidade.

Por outro lado, eu acho que na prática, para algumas áreas, o conhecimento acadêmico não é adequado à realidade (não precisa necessariamente ser - academia tb é pesquisa) ou não é tão determinante assim.

Por exemplo, vc acha que uma pessoa para ter cargo de gerência deve ter obrigatoriamente graduação em administração?

Da mesma forma, eu acho que um chargista (cargo citado no seu post) não precisa de formação acadêmica para exercer a profissão. Eu reconheço que se ele corresse atrás de um diploma, seria bom, mas eu não acho imprescindível. Embora para um médico ou engenheiro civil eu ache uma boa.

Ou seja, nem todo diploma tem o mesmo valor, nem todo trabalho tem o mesmo grau de risco.

É o que eu acho.