sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

E por que será?

“Segundo a lenda grega, a feiticeira Medéia ajudou Jasão, líder dos argonautas, a obter o velocino de ouro. O mito é conhecido pelas versões literárias que lhe deram Eurípides, Ésquilo, Ovídio e Sêneca. Medéia era filha de Eetes, rei da Cólquida. Eetes possuía o velocino de ouro, que Jasão e os argonautas buscavam, e o mantinha guardado por um dragão. A maga Medéia apaixonou-se por Jasão e, depois de ajudá-lo a realizar sua missão, seguiu com o grupo para a pátria de Jasão, Jolcos, na Tessália. Mais tarde, Jasão apaixonou-se por Glauce e abandonou Medéia. Inconformada, ela estrangulou os filhos que tivera com Jasão e presenteou a rival com um manto mágico que se incendiou ao ser vestido, matando-a. Medéia casou-se, depois, com o rei Egeu, de quem teve um filho, Medos. Por ter, porém, conspirado contra a vida de Teseu, filho de Egeu, foi obrigada a refugiar-se em Atenas. Medéia foi honrada como deusa em Corinto e sobretudo na Tessália. Sua lenda serviu de tema a obras artísticas e literárias de todos os tempos, das quais a mais conhecida é a tragédia Medéia, de Eurípides.” (Fonte)

Pois bem, ontem meu companheiro de morada, o grande mestre Tono, me perguntou “Porque será que toda vez que acontece uma coisa importante e que marca a mulher corta o cabelo?” E continuou, porque para mim isso ataca a feminilidade...”

No que eu disse “Na verdade quando o sofrimento ou a dor ou a grande felicidade é muita e não conseguimos nos haver com ela, nós precisamos, é uma coisa extremamente feminina, nós precisamos materializar o sentimento. E dei o exemplo do filme Perdas e Danos (1992). Nele a mulher traída fere o rosto inúmeras vezes antes do marido chegar. Quando ele a pergunta pó que ela diz “para que eu possa agüentar a dor maior”.

Pra mim parava aí, mas lembrei que o maior corte de cabelo de todos os tempos foi de Medeia. E ele não mata a feminilidade ela representa o verdadeiro feminino. O feminino levado ao grau máximo. Matando os filhos ela mata o seu amor maior pra que seu feminino possa enfim, explodir.

Um comentário:

Clarice disse...

você acabou de entregar que mestre tono assiste jotaká. anfan. não daquela maneira trágica, eu tb cortei o cabelo quando me separei. o ideal seria mudar de casa, de rosto, de guarda-roupa completo, mas cortar o cabelo é a forma mais barata de produzir uma mudança explícita. é como um marco, mesmo. A.C.C. e D.C.C. (antes e depois do corte de cabelo). se isso tem a ver com matar o feminino eu não sei. talvez no meu caso eu estivesse em busca de uma feminilidade perdida. mas acho que o mais forte é o fato de você olhar no espelho e ter a clara noção de que tudo mudou.

páro nos cabelos, não me meto a discutir medéia porque tenho dificuldade em assmilar certos simbolismos. matar os próprios filhos pra mim é loucura da brava mesmo, e só.